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Psico-Oncologia: Teoria e Prática

há 6 meses     -     
Psico-Oncologia: Teoria e Prática

 

 

Psico-Oncologia Teoria e Prática

Psico-Oncologia: Teoria e Prática

Toda doença carrega e si um potencial desorganizador por interromper a rotina existente do sujeito adoecido e de seus familiares, impondo, assim mudanças temporárias ou definitivas. O câncer, além de abarcar estes aspectos relacionados ao adoecimento, ainda carrega estigmas específicos, que o associam a experiências dolorosas e à morte.

Nesse artigo, você contará com os seguintes tópicos sobre o tema:

  1. Introdução/Psico-Oncologia

  2. Repercussões Psicoemocionais

No final, temos um presentinho pra você!

 

Introdução/Psico-Oncologia

A oncologia é o ramo da medicina que se dedica aos estudos das neoplasias (tumores) benignas ou malignas. Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que possuem em comum o crescimento desordenado (maligno) de células, as quais, invadem os tecidos e órgãos podendo se espalharem (metástase) para outras regiões do corpo.

Quando as células se dividem rapidamente, tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores ou neoplasias malignas. Ademais, existem situações em que as células se reproduzem de forma benigna. Nestes casos sua divisão é mais controlada e elas não são capazes de invadir outros tecidos ou órgãos.

As causas do câncer são variadas e incluem a relação de fatores externos, que correspondem ao meio ambiente, hábitos e costumes de vida, e aos fatores internos, relacionados a uma carga genética.

Apesar da variedade dos tipos de câncer, observa-se que os tumores malignos geralmente seguem um curso biológico comum, o qual consiste no crescimento e invasão local, seguido da invasão dos órgãos e tecidos vizinhos e por último a disseminação regional e sistêmica.

A classificação da patologia pode ser feita através da avaliação dos estágios pelo oncologista (este é o conceito de estadiamento), os quais variam de I a VI conforme a gravidade do caso e, a partir desta, o médico define o prognóstico e tratamento do paciente.

Segundo Schiller (2000) o tratamento do câncer pode ser feito através de :

  • cirurgia

  • radioterapia

  • quimioterapia

  • transplante de medula óssea

De acordo com a necessidade, pode ocorrer a combinação de mais de uma modalidade.

Segundo Gimenes (1994) a Psico-oncologia começou a surgir como área de conhecimento quando os profissionais da saúde passaram a reconhecer que o desenvolvimento do câncer e também o processo de tratamento sofriam influências de variáveis sociais e psicológicas que estavam além da circunscrição médico-biológica.

A interface psicologia-oncologia foca na qualidade de vida e propõe o estudo de duas amplas dimensões psicológicas do câncer:

  1. a identificação e impacto da doença no funcionamento emocional do paciente, família e equipe;

  2. o papel das variáveis psicológicas e comportamentais na incidência e sobrevivência do câncer.

O psico-oncologista atua tanto promovendo a qualidade de vida de todos os envolvidos no processo de adoecimento desde a prevenção do câncer, por meio de campanhas de prevenção e conscientização da população, quanto no auxílio na identificação e enfrentamento de situações estressoras, até as questões envolvidas na cura ou terminalidade do paciente.

Repercussões psicoemocionais

Assim como existem diversos tipos de câncer, também é diverso o impacto psicoemocional que o adoecimento causa. O diagnóstico e o tratamento do câncer são envolvidos por diversos fatores complexos que afetam o indivíduo de forma indissociável, todos ao mesmo tempo. Penna (2004), identificou 4 fatores intervenientes no enfrentamento ao câncer:

  1. Decorrentes da fase da doença;

  2. Ligados ao ciclo de vida familiar;

  3. Causados pelas demandas impostas pela doença;

  4. Causados pelo tipo e pela localização do tumor.

 

Tendo em vista isso, ressalta-se a importância da rede de apoio e retaguarda familiar. De acordo com Wanderbroocke (2011), os laços afetivos são indispensáveis para o enfrentamento de situações como o adoecimento.

Ao psicólogo cabe auxiliar na compreensão da situação vivenciada, estimulando a participação ativa do paciente e dos seus familiares nas decisões relacionadas ao tratamento; atuar sobre as expressões psicoemocionais e fantasias sobre a doença e o processo de adoecer; construir estratégias positivas de enfrentamento e propiciar a produção de novos sentidos e significados que favoreçam a reorganização frente a nova realidade que se apresenta.

Esse resumo sobre Psico-Oncologia é baseado no Capítulo 7 do nosso livro: Manuais da Psicologia Vol 2PSICOLOGIA DA SAÚDE: DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À ATENÇÃO HOSPITALAR.

Além dos temas apresentados, o manual ainda conta com muitos outros temas da Psicologia da Saúde, abordando aspectos teóricos, legislações que regem à atuação nas Redes de Atenção à Saúde e os aspectos práticos de cada campo de atuação. O sumário completo é composto por:

  • Capítulo 1 – PSICOLOGIA DA SAÚDE: CONSTITUIÇÃO DE UM NOVO CAMPO DE SABER

  • Capítulo 2 - A SAÚDE E SUAS NUANCES

  • Capítulo 3 - A INTERFACE ENTRE A PSICOLOGIA E A POLÍTICA PÚBLICA DE SAÚDE DO BRASIL

  • Capítulo 4 - A PSICOLOGIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE: NASF

  • Capítulo 5 - A PSICOLOGIA NA ATENÇÃO SECUNDÁRIA EM SAÚDE: CAPS

  • Capítulo 6 - A PSICOLOGIA NA ATENÇÃO TERCIÁRIA EM SAÚDE: HOSPITAIS

  • Capítulo 7 - TEMAS ESPECÍFICOS EM PSICOLOGIA DA SAÚDE: ONCOLOGIA

  • Capítulo 8 - TEMAS ESPECÍFICOS EM PSICOLOGIA DA SAÚDE: CARDIOLOGIA

  • Capítulo 9 - TEMAS ESPECÍFICOS EM PSICOLOGIA DA SAÚDE: ASSISTÊNCIA MATERNO-INFANTIL

  • Capítulo 10 - TEMAS ESPECÍFICOS EM PSICOLOGIA DA SAÚDE: MORTE E LUTO

     

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