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Anvisa autoriza importação de 2 milhões de doses de vacina produzida na Índia

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Em meio à corrida pela vacina contra o coronavírus, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a importar 2 milhões de doses do imunizante produzido pela Serum Institute of India. A farmacêutica produz a vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, em solo indiano. Com a autorização, o governo poderá executar o plano de imunização contra o coronavírus ainda em janeiro.

No começo da semana, o presidente do Serum, Adan Poonawalla, chegou a dizer que o governo indiano não iria permitir a exportaçao da vacina de Oxford produzida no país. A restrição, com validade até março, seria motivada pelo interesse do governo indiano em vacinar os grupos vulneráveis e necessitados do país.

No dia seguinte, Poonawalla voltou atrás e disse que a exportação está permitida para todos os países.

Importação excepcional

A importação excepcional da vacina de AstraZeneca/Oxford aprovada pela Anvisa diz respeito às doses já prontas do imunizante. O caráter excepcional diz respeito ao fato de essa vacina da Covid-19 ainda não ter sido submetida à autorização de uso emergencial ou registro sanitário no Brasil. A previsão para o pedido é 15 de janeiro.

Diante disso, a entrada do material no país deve seguir condições específicas, como estar sob guarda da Fiocruz até que seu uso seja autorizado. A vacina de AstraZeneca/Oxford tem eficácia que varia entre 62% e 90%, de acordo com a dosagem aplicada. O imunizante é considerado seguro e já teve uso emergencial autorizado no Reino Unido e na Argentina.

Apesar da aquisição das vacinas já prontas do instituto indiano, a Fiocruz é parceira da Universidade de Oxford e da AstraZeneca para produção do imunizante aqui no Brasil. A previsão de distribuição nesse modelo é no período de 8 a 12 de fevereiro, num volume de cerca de um milhão de doses. Ao longo do segundo semestre, a fundação deverá ser capaz de produzir mais 110 milhões de doses.

Negociação diplomática

Após as declarações do presidente do Serum Institute, Adan Poonawalla, sobre a restrição à exportação das vacinas indianas para o Brasil, o Ministério das Relações Exteriores tomou à frente nas negociações e confirmou a aquisição das doses, sem qualquer proibição oficial do governo local.

"Está confirmada a importação de 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford produzidas na Índia, com data provável de entrega a partir de meados do corrente mês de janeiro", disse em nota o Itamaraty.

O governo brasileiro reforçou, também em nota, o êxito da negociação e disse que o acordo estava em estágio avançado. 

Sobre o Plano Nacional de Imunização

O Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19 foi lançado em dezembro do ano passado, já com a estimativa de negociar 350 milhões de doses da vacina para este ano, sendo duas aplicações para cada pessoa. A proposta do governo federal divide o cronograma em quatro fases de vacinação de grupos prioritários, que incluem: trabalhadores da área de saúde, idosos a partir de 60 anos, índigenas e quilombolosas, população em situação de rua, pessoas com comorbidades, trabalhadores da educação, pessoas com deficiência e membros das forças de segurança e salvamento, além de trabalhadores do sistema de transporte, entre outros. 

Inicialmente, a ideia é usar doses da vacina de AstraZeneca/Oxford e da Pfizer - esta última em profissionais de saúde de capitais e regiões metropolitanas. O país deve receber 2 milhões de doses da Pfizer no primeiro trimestre deste ano. 

 

Referências

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