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Brasil deve receber até 10,6 milhões de doses de vacina pela Covax Facility

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O Brasil deve receber 10.672.800 doses da vacina de Oxford/AstraZeneca por meio da aliança Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde. Desse total, 1,6 milhão deve chegar ainda no primeiro trimestre desse ano.

No segundo trimestre, devem chegar de 4,4 milhões a 6 milhões de doses. O restante deve ser fornecido no segundo semestre. A forma de distribuição foi anunciada na quarta-feira (3).

No sábado, 30 de janeiro, a OMS comunicou ao Ministério da Saúde o envio de 10 milhões a 14 milhões de doses da vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca. A previsão de entrega era fevereiro.

A OMS tem 337,2 milhões de doses a serem distribuídas no primeiro e no segundo trimestre, e outras no segundo semestre. As doses distribuídas devem cobrir 3,3% da população dos 145 países participantes. 

As vacinas adquiridas são de Oxford/AstraZeneca, licenciadas pelo Instituto Serum da Índia, e da Pfizer/BioNTech. O maior número de doses será distribuído para Índia (97.164.000), Paquistão (17.160.000), Nigéria (16.008.000), Indonésia (13.708.800) e Bangladesh (12.792.000).

A entrega das doses está prevista para o final de fevereiro, mas ainda devem ser considerados a negociação e execução de contratos adicionais necessários, a capacidade de transprote e manuseio, e a confirmação de países participantes da avaliação regulatória feita pela OMS. 

O que é o Covax Facility

A aliança Covax Facility foi criada pela Organização Mundial da Saúde para garantir a distribuição justa e igualitária das vacinas contra o coronavírus. Cerca de 190 países fazem parte do consórcio, dos quais 92 são considerados de média ou baixa renda. 

Nesse consórcio, a expectativa é que o Brasil receba 42,5 milhões de doses de imunizantes até o final de 2021. A quantidade é suficiente para imunizar 10% da população brasileira, conforme distribuição planejada pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. 

Inscrito na aliança como uma economia com "autofinanciamento potencial", grupo do qual fazem parte 80 países, a expectativa é que o Brasil pague R$ 2,5 bilhões para ter acesso às vacinas e auxiliar outros países. O Covax Facility funciona a partir da lógica segundo a qual países mais ricos, com mais poder de negociação com farmacêuticas, apoiam os que estão em mais condição de vulnerabilidade.

Atualmente, a OMS tem um acordo de compra de 150 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca e 40 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech. Posteriormente, imunizantes fabricados por outras farmacêuticas poderão ser adquiridos. A expectativa é distribuir 2 bilhões de doses até o final do ano - mais da metade aos países mais pobres. 

Vacinas no Brasil

A população brasileira que faz parte do grupo prioritário da primeira fase de vacinação tem sido imunizada com as vacinas de Oxford/AstraZeneca e da Sinovac, a CoronaVac. Os imunizantes tiveram uso emergencial autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro.

O órgão regulador autorizou o registro emergencial de 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca produzidas pelo Instituto Sérum. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira com a farmacêutica e a universidade para desenvolvimento da vacina no Brasil, pediu autorização de uso definitivo da vacina em 29 de janeiro.


Referências

Vacinas contra covid: OMS promete ao Brasil até 14 milhões de doses a partir de fevereiro; entenda

Brasil receberá 1,6 milhão de doses da vacina de Oxford pela Covax Facility no 1º trimestre

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