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O processo de enfermagem e a prática do enfermeiro na utilização da SAE | Colunista

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Para a realização de uma boa assistência de enfermagem é relevante a utilização da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), visto que, é um processo de trabalho de atribuição exclusiva do Enfermeiro, pois incumbe a este profissional, o planejamento da assistência do cliente em todas as instituições de saúde, que compreende em 5 (cinco) etapas: a coleta de dados, os diagnósticos, planejamento do cuidado, as intervenções e a avaliação (COFEN, 2009).

A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e o processo de enfermagem como conceitos distintos, de acordo com a Resolução 358/2009 do Cofen, segundo a qual, a SAE é entendida como a organização do trabalho profissional, quanto ao método, ao pessoal e aos instrumentos, que torna possível a operacionalização do processo de enfermagem considerado um instrumento metodológico que orienta o cuidado profissional de enfermagem, organizado em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes e recorrentes: coleta de dados de enfermagem (ou histórico de enfermagem), diagnóstico de enfermagem, planejamento de enfermagem, implementação e avaliação de enfermagem. (COFEN, 2009).

Levando em consideração a prática da enfermagem, para Silva et al. (2011), a sistematização da assistência de enfermagem envolve a implementação direta do processo de enfermagem onde o ponto de partida é a definição do problema do cliente, pois o enfermeiro estabelece o que fazer diante das prioridades, para que fazer a intervenção, o porquê fazer e para quem fazer. Sabendo que, os cuidados e prioridades de enfermagem não são iguais de cliente para cliente, porém é necessário padronizar a linguagem utilizada.

A ferramenta primordial do trabalho da enfermagem é o cuidar, este é o foco da sua ação e possui um alcance muito além do atendimento às necessidades básicas do ser humano em seu momento de fragilidade. Alcança o indivíduo no desenvolvimento da sua independência, autonomia, autocuidado, autoestima, desperta para seu papel de cidadão e, acima de tudo, trabalha em cima de um universo coletivo onde estão compreendidos o seu cliente, seus familiares, amigos e sociedade (MEDEIROS et al. apud SOARES, 2017).

Para Carmo et al. (2011), o diagnóstico de enfermagem (DE) é considerado a etapa mais complexa do processo de enfermagem, constituindo- se em importante desafio para o enfermeiro por requerer dele o pensamento crítico e conhecimentos técnico-científicos para interpretação dos dados obtidos no exame físico e nas informações fornecidas pelo paciente durante a entrevista. A formulação adequada do DE direciona o planejamento e implementação dos cuidados, assim como possibilita analisar e interpretar criteriosamente a evolução do paciente neste processo.

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Referências

CARMO, Leticia do et al. A Identificação de Diagnósticos de Enfermagem em Pacientes de uma Unidade de Clínica Médica: Fortalecendo Práticas e Definindo Direções Rumo à Sistematização da Assistência de Enfermagem. 2011. Disponível em: . Acesso em: 05 jul.

COFEN. RESOLUÇÃO COFEN-358/2009: Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências. 2009. Disponível em: Acesso em: 05 jul. 2018.

MEDEIROS, Bianca Donatoni Fegruglia da Silva et al. O Papel do Enfermeiro ao Idoso Acamado em Instituição de Longa Permanência. 2017. Disponível em: . Acesso em: 10 jul. 2018.

SILVA, Elisama Gomes Correia et al. O conhecimento do enfermeiro sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem: da teoria à prática. 2011. Disponível em: . Acesso em: 10 jul. 2018.

SOARES, H.Q. Atuação do enfermeiro ao paciente com acidente vascular cerebral, 2007. Disponível em: . Acesso em: 28/08/2016.

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