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Vale a pena estudar para uma residência? | Colunista

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Provavelmente você tem visto muita informação sobre as residências na área da saúde ultimamente. Dá até vontade de se inscrever em algum edital, né? Mas, afinal, você sabe porque elas são uma excelente opção? Não? Então vamos conversar um pouco.

As residências multiprofissionais e em área profissional da saúde foram criadas a partir da Lei nº 11.129 de 2005. Elas seguem os princípios e diretrizes do SUS de acordo com a realidade de cada região.

A jornada de trabalho é bem pesada, são 60 horas semanais divididas em atividades práticas, teórico-práticas e teóricas. Eu disse sessenta horas! 

Cada programa de residência tem uma maneira diferente de dividir essas horas, mas todas são cansativas. Muito cansativas! Mas espera aí, não desiste ainda não. O cansaço é recompensado porque você estará se especializando e trabalhando ao mesmo tempo, sem precisar fazer as duas coisas separadamente, o que no fim das contas, poupa tempo e recursos.

Eu costumo dizer que na residência, você é um híbrido de estudante e profissional. Você já está habilitado a exercer sua profissão, já assume as responsabilidades e deveres relacionados à sua classe de trabalho, mas ainda tem uma instituição de ensino que te dá suporte.

Ser híbrido nem sempre é fácil, os outros profissionais demoram um pouco para confiar no seu trabalho, às vezes você é visto apenas como estudante, e às vezes querem que você assuma funções que não são suas dentro da equipe, dependendo da conveniência. Todo residente passa por isso, e tudo se resolve de alguma maneira, como por exemplo: trabalhando o lado emocional, sabendo se posicionar diante das situações, procurando respaldo em algum documento, dentre outras. Isso tudo vai te fortalecendo e te deixando realmente preparado para o mercado de trabalho pós-residência.

Aí você me pergunta: vale mesmo a pena estudar pra caramba pra passar numa seleção que vai me fazer trabalhar muito mais que a média dos empregos?

E eu te respondo: vale sim! Vale muito a pena!

A residência abre muitas portas na vida profissional:

  • oportunidade de conhecer muitas pessoas;

  • aprender a trabalhar em equipe;

  • aprender a ser profissional com uma instituição de ensino te ajudando a descobrir o mundo fora da universidade.

Além disso, muitas seleções de emprego e concursos públicos já estão valorizando mais o currículo de quem tem residência, por ser um período de grande aprendizado em curto espaço de tempo.

Com a residência, você não precisa ficar naquele dilema: “vou pro mercado de trabalho conseguir experiência ou dedico meu tempo para fazer uma especialização primeiro?” Você faz as duas coisas ao mesmo tempo. Sai com certificado de pós-graduação e ainda leva na bagagem dois anos de experiência profissional. E mais, recebendo uma bolsa por isso!

Chega um momento na vida do residente que dá vontade de desistir, mas o tempo passa rápido, e quando você piscar, os dois anos já terão passado.

A residência é um período difícil, não vou mentir pra você. Mas vale cada minuto. Então estude. Estude muito! Seja persistente, se esse é seu sonho, você vai conseguir!

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Referência biliográfica:

BRASIL. Lei nº 11.129, de 30 de junho de 2005. Institui o Programa Nacional de Inclusão de Jovens – ProJovem; cria o Conselho Nacional da Juventude – CNJ e a Secretaria Nacional da Juventude; altera as Leis nºs 10.683, de 28 de maio de 2003, e 10.429, de 24 de abril de 2002; e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, 2005.

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