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Bruxismo: ato deletério que causa disfunção temporomandibular | Colunista

Bruxismo: ato deletério que causa disfunção temporomandibular | Colunista

O bruxismo é um hábito deletério de ranger, apertar e/ou deslizar os dentes. Podendo ocorrer de forma consciente ou inconsciente. Esse comportamento parafuncional, quando realizado por muito tempo e sem o devido tratamento, pode danificar a estrutura dos dentes e até mesmo causar problemas na Articulação Temporomandibular (ATM), causando dores.

Sendo um ato subconsciente ou parafuncional acaba exigindo mais trabalho dos músculos da mastigação, que tornam super-estendidos e rígidos, atuando de forma deletéria sobre a ATM, provocando de dor, fadiga e hipertrofia da musculatura mastigatória, além de prejudicar as estruturas de suporte dos dentes e os próprios dentes, já que podem provocar desgastes oclusas e até fraturas de coroa.

Essa disfunção pode acontecer durante o dia, chamado de “bruxismo de vigília”, quando paciente temo hábito de apertar os dentes, constantemente. Normalmente quando realiza um trabalho que exige estrema concentração ou força excessiva. Já quando ocorre à noite, normalmente durante o sono, é chamado de “bruxismo noturno”. É mais prevalente em crianças e, quando adultos, naqueles que têm rotinas diárias estressantes.

Porém, não importa qual o horário em que mais acontece o bruxismo, ela vai impactar negativamente na vida do paciente, provocando desgaste dos dentes, doença periodontal e distúrbios temporomandibulares.

Muitas vezes os pacientes alegam que acordam com a mandíbula cansada e dolorida, mas não sabem dizer se apertam ou rangem os dentes. No bruxismo de vigília é comum que reportem um cansaço maior depois das refeições e que fica mais pesado ao longo do dia. Ou, ainda, quando passam por situações estressantes, as dores e o cansaço aumentam.

Para os pacientes que têm bruxismo de vigília indica-se que prendem atenção nos próprios atos e que busquem relaxar a mandíbula durante o dia. Observando se encostam os dentes com força constantemente, mesmo quando não estão se alimentado. Para este grupo a percepção dos atos deletérios e mudança de comportamento é uma forma de tratamento.

Já para aqueles que têm bruxismo noturno, considerado mais danoso, a indicação é o tratamento com relaxante muscular, para os dias em que o paciente teve uma rotina mais estressante e acompanhamento. Na maioria dos casos, estes pacientes também farão uso de placa miorrelaxante para dormir. Impedindo que a musculatura, já programada pelo hábito ruim, haja enquanto o paciente dorme e agrave o problema.

Para os pacientes que já perderam estrutura dentária, a indicação é recuperar a estética e a função dos dentes, preservando a dimensão vertical de altura e impedido o agravamento das disfunções temporomandibulares. Os danos na ATM ocorrem pela contração muscular por tempo prolongado, o que exige correto diagnóstico e tratamento, principalmente do estresse, que é fato desencadeante da doenças.

Não há um tratamento definitivo para o bruximos. Logo, o cirurgião-dentista deve identificar deve saber identificar qual o tipo de disfunção do paciente e quando ela ocorre, para indicar o melhor tratamento, embora paliativo. Assim, o profissional deve identificar nos pacientes:

  • Horário ou momento do dia em que o hábito ocorre (noite, dia);
  • Intensidade, freqüência, duração dos episódios de bruxismo;
  • Características psicológicas dos pacientes;
  • Presença de outras características: dor, ansiedade, depressão;
  • Posição oclusal utilizada pelos indivíduos quando o hábito é realizado;
  • Severidade do comportamento.

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Referências

ARCHER, Adriana Battisti et al. Associação entre Bruxismo e DTM em adultos jovens atendidos no CEMDOR. 2019.

BLINI, Cíntia Corrêa et al. Relação entre bruxismo e o grau de sintomatologia de disfunção temporomandibular. Revista CEFAC, v. 12, n. 3, p. 427-433, 2010.

MOLINA, Omar Franklin et al. Uma análise crítica dos sistemas de classificação sobre o bruxismo: implicações com o diagnóstico, severidade e tratamento dos sinais e sintomas de DTM associados com o hábito. Jornal Brasileiro de Oclusão, ATM & Dor Orofacial, v. 2, n. 5, 2010.

NUNES, Leylha Maria Oliveira. Associação entre bruxismo do sono e disfunção temporomandibular. 2003. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.

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