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Dentista e homeopatia: porque utilizar na odontopediatria | Colunista

Dentista e homeopatia: porque utilizar na odontopediatria | Colunista

Introdução

Sendo considerado um tratamento não convencional para auxiliar a saúde dos pacientes, a homeopatia apresenta baixo custo e não possui contraindicações absolutas. Apresenta baixo custo e não possui contraindicações, alcançando um público maior, podendo ser utilizado em crianças. Trata-se de uma solução altamente diluída que gera um efeito de “sensibilização” quando administrado, estimulando uma resposta defensiva do organismo, atuando no combate das possíveis complicações que o paciente venha apresentar. Nesse sentido, é importante que o odontopediatra conheça alguns fundamentos da homeopatia para aplicar de forma adequada, respeitando o paciente como um todo ( WITT et al., 2008; CARVALHO, 2006; STOFELLA, 2006).

Temos como objetivo demonstrar a utilização da homeopatia como auxiliar no tratamento da ansiedade na odontopediatria.

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Materiais e métodos

Para realização deste trabalho pesquisou-se artigos entre 2006 a 2020, utilizando as palavras chave: ”Odontologia/métodos”, “Homeopatia/métodos” e “Mucosa Bucal/efeitos de drogas”. Foram encontrados quinze artigos, destes, oito foram selecionados para compor esse resumo, por apresentar ideias mais compatíveis com o objetivo do presente trabalho. Além disso, foram adicionados dois livros a pesquisa.

Resultados e discussões

O tratamento odontológico em pacientes infantis nem sempre é fácil, por isso o odontopediatra precisa exercer um atendimento qualificado enquanto toma devidos cuidados para não traumatizá-los. A utilização da homeopatia na odontopediatria pode ser associada ao tratamento ou em procedimentos que causem medo e ansiedade contribuindo para minimizar dores e evitar a vivência de experiências traumáticas para criança (DUQUE et al,2005; FEITOSA et al, 2020).

Os dentistas devem tratar cada paciente como único, criando um plano de tratamento de acordo com as características pessoais, a condição de saúde geral do paciente que é individual e tem relevância na determinação do manejo do paciente e plano de tratamento. E considerando essa individualidade, singularidade, complexidade e integralidade.

Visando ampliar as opções de tratamentos, o Ministério da Saúde, no ano de 2006, publicou a Portaria 971, instituindo a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde, permitindo a população optar pela terapêutica de sua escolha, dentre elas a homeopatia. O dentista homeopata realiza todos os procedimentos clínicos habituais a qualquer dentista. A diferença entre eles é o entendimento que o homeopata tem em relação à visão do processo saúde-doença, e como isto se processa em cada indivíduo (CARVALHO, 2004; ELEUTÉRIO et al, 2011).

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O atendimento a criança implica uma complexidade maior pois sua experiência odontológica vem acompanhada de fatores emocionais provenientes de variáveis relacionadas à idade, saúde bucal, situação familiar, podendo ocasionar diversos problemas bucais como por exemplo :bruxismo, apertamento, distúrbio temporo mandibular, neuralgias faciais entre outros.

Devido ansiedade gerada pelo tratamento odontológico, que traz um prejuízo importante à qualidade de vida dos pacientes, alguns profissionais utilizam fármacos como benzodiazepínicos, que são medicamentos sedativos, também utilizados como anticonvulsivantes e ansiolíticos. A utilização sensata de sedação pré-operatória pode ser benéfica tanto para criança como para o profissional, pois o paciente permanece consciente e pode responder aos comandos.

Contudo, essa classe medicamentosa causa efeitos colaterais desagradáveis, como: falta de coordenação motora, fraqueza, visão turva, desconforto epigástrico, cefaleia entre outros, tornando o uso dos homeopáticos, como a Pulsatilla e a Ignatia Amara, mais atrativos para a controle da ansiedade das crianças (BRUNTON, 2012; FERREIRA,2009 ).

Conclusão

Os homeopáticos, que vêm ganhando cada vez mais espaço, aumentando os campos de trabalho em todas as áreas da Odontologia. É importante o conhecimento do profissional sobre essa alternativa terapêutica, para minimizar problemas de ansiedade e alergias sem a necessidade primária de utilizar medicamentos que possuem efeitos adversos. Cabe ao odontopediatra, através da homeopatia, ser um colaborador junto à criança no tratamento odontológico, atuando, assim, no pré-operatório e pós-operatório e ajudando nos transtornos de ansiedade e medo relacionado a odontologia.

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Referências

DO CABO, Domingos José Vaz. Homeopatia na Estratégia Saúde da Família:vapoio matricial e visão sistêmica cartografando a integralidade do cuidado. Banco de Tese e Dissertação da SMSRIO, 2016.

FERREIRA ANTUNES, José Leopoldo; PERES, Marco Aurélio; RIBEIRO DE CAMPOS MELLO, Tatiana. Determinantes individuais e contextuais da necessidade de tratamento odontológico na dentição decídua no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 11, n. 1, 2006.

MARIANO, Elissa Ney. O uso indevido de benzodiazepínicos e suas consequências: como estabelecer redução de dosagens ou substituição. 2017.

REICHL, Franz-Xavier et al. farmacologia e toxicologia na clínica odontológica. Artmed,2009.

WATANABE, Plauto Christopher Aranha; ARIKO, Emiko. Imaginologia e Radiologia Odontológica. Elsevier Brasil, 2013.

FEITOSA, W. L; BATISTA, L.M.; COSTA, D.A. Perfil dos usuários de Homeopatia em estabelecimentos de saúde público e privado na cidade de João Pessoa – PB. In: COSTA, G. M; PORTO, M; L;S (Org.). Farmácia: Tecnologia a serviço da vida, v.2, 2020. Cap. 44. IMEA, Joao Pessoa – PB, 2020

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