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Harmonização facial em odontologia. O que é e como funciona? | Colunista

Harmonização facial em odontologia. O que é e como funciona? | Colunista

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Com certeza você já ouviu falar sobre a Harmonização Facial e, se for dentista, percebeu que muitos colegas estão trabalhando ou se especializando na área. De fato, a Resolução CFO198/2019 reconheceu a Harmonização Orofacial (HOF) como especialidade Odontológica. 

Mas o que é a HARMONIZAÇÃO OROFACIAL?

A HOF é uma especialidade muito vinculada à estética e tem como uma de suas principais finalidades modificar as proporções faciais. Ela se tornou a “queridinha” de muitos pacientes por ser menos invasiva do que as abordagens cirúrgicas convencionais – isso permite que os procedimentos sejam realizados em consultório. Além disso, o procedimento é praticamente indolor e muitos casos têm resultados quase imediatos. 

A HOF proporciona, por exemplo:

  • Correção de marcas ou cicatrizes 

  • Jovialidade aos traços e expressões 

Como não se interessar, não é mesmo?

Sobre a avaliação

A análise facial é um dos métodos de diagnóstico utilizados pela HOF. Ela avalia as características faciais dos pacientes, definindo proporções, volume, aparência, simetria e deformidades visíveis. Para realizar o exame da face, utilizam-se fotografias e exames de imagem. 

Parece fácil, mas muitos detalhes devem ser observados. A análise facial pode ser ainda mais dificultosa caso alterações anatômicas interfiram na oclusão do paciente. 

A análise facial dentro da Odontologia

É interessante dizer que a análise facial é uma ferramenta de diagnóstico usada pela Odontologia há bastante tempo, principalmente pelos ortodontistas e cirurgiões bucomaxilofaciais. Hoje, muitas especialidades odontológicas (principalmente aquelas relacionadas a estética) fazem uso dessa técnica.

Por esse e outros motivos, os cirurgiões-dentistas estão, sim, aptos a atuar ante as áreas de competência da HOF descritas pela resolução CFO198/2019. Afinal, dá pra ver que entendemos bastante sobre todas as estruturas da face.

Um pouco mais sobre a análise facial

Vamos falar um pouco sobre dois dos parâmetros que compõem a análise facial: a análise frontal e a análise de perfil.

Na análise frontal, as proporções são analisadas de acordo com o plano sagital mediano; avalia-se, por exemplo, a simetria bilateral. Examinam-se, também, os terços faciais (superior, médio e inferior). Na análise de perfil, identificam-se 3 tipos de perfil facial: côncavo, convexo e reto. 

Também são analisadas pelo profissional:

  • Projeção nasal 

  • Ângulo nasolabial 

  • Linha queixo pescoço 

  • Exposição da gengiva ao sorriso

  • Linha média dos incisivos 

  • Comprimento da coroa dos incisivos superiores 

  • Comprimento do lábio 

  • Exposição do incisivo superior em repouso

Ufa! Quanta coisa, não é? Isso porque não falamos sobre alterações anatômicas, dentárias ou esqueléticas que não podem ser corrigidas somente com as terapias estéticas! Todos esses quadros têm que ser analisados com cuidado e paciência pelo cirurgião-dentista para um diagnostico assertivo.

Toxina Botulínica e ácido hialurônico:

Por fim, vamos falar um pouco sobre os dois produtos mais utilizados na HOF: 

  1. Toxina Botulínica 

Também chamada de botox, é uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que impede a contração muscular. O botox é, portanto, bastante usado para o tratamento das linhas de expressão – popularmente conhecidas como pés de galinha, código de barras e bigode chinês, por exemplo.

  1. Ácido Hialurônico

Quando injetado, visa preencher sulcos e rugas, além de aumentar o volume de certas áreas, como lábios e mento. Além disso, disfarça cicatrizes e hidrata o sítio da aplicação. É bastante utilizado por ser modelável, seguro e produzir resultados imediatos e duradouros. Não caracteriza, no entanto, uma intervenção permanente, visto que é um composto biodegradável (sua ação dura em média de 8 a 15 meses). 

Concluindo…

A HOF é uma especialidade complexa. Obviamente existem muitas técnicas que não foram abordadas neste artigo, que é apenas uma tímida introdução ao assunto.

É preciso que o cirurgião-dentista esteja apto para traçar, independente da técnica utilizada, o melhor plano de tratamento para o paciente.

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Referências:

1.MOREIRA R. Fundamentos da análise facial para harmonização facial na odontologia brasileira. ClipeOdonto. 2018

2. AGOSTINI, Tatiana; DA SILVA, Daniella. Ácido Hialurônico: princípio ativo de produtos cosméticos. Santa Catarina. 

3. MAGALHÃES, Gabriel; TEODORO Thaynna; Andrade, Cláudia, Dietrih Lia. A indicação do botox na harmonização facial na odontologia. Revista Psicologia e Saúde em Debate. 2018

4. http://sistemas.cfo.org.br/visualizar/atos/RESOLU%c3%87%c3%83O/SEC/2019/198

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