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Laserterapia na odontologia

Laserterapia na odontologia

O que é laser?

O popular Laser é uma sigla para Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. É formado por um feixe coerente, monocromático e colimado de radiação eletromagnética.

A laser terapia de baixa potência (LLLT) tem sido cada vez mais utilizada com fins terapêuticos na odontologia, devido à sua metodologia simples, baixo custo e por ser associada à tratamentos terapêuticos convencionais ou utilizada como monoterapia (SILVEIRA et al., 2009) . A LLLT tem por característica a fotobioestimulação, fotobiomodulação, analgesia e ação anti-inflamatória.

Como funciona o laser de baixa potência?

O laser terá efeito através da absorção de sua luz visível e/ou infravermelha pelo cromóforo citocromo C oxidase, proteína da cadeia respiratória mitocondrial, atuando na cadeia transportadora de elétrons e produzindo adenosina trifosfato (ATP), por conseguinte aumentando a proliferação celular e a síntese proteica, gerando efeitos bioestimulatórios teciduais. (SIMÕES et al., 2011).

A fotobiomodulação ocorre devido à conversão da energia da luz do laser por processos bioquímicos e fotofísicos, transformando a luz em energia útil para célula (SIMÕES et al., 2009) , estimulando a regeneração e reparo tecidual (SILVEIRA et al., 2009; ZECHA et al., 2016) . A LLLT não tem efeitos térmicos, portanto, produz efeitos fotofísicos, fotoquímicos e fotobiológicos (ROCHA JÚNIOR et al., 2007) .

Tem sido proposto que o efeito analgésico seja decorrente da estimulação do nervo periférico, alterando a hiperpolarização da membrana celular e aumentando a concentração de ATP, mantendo a estabilidade da membrana e aumentando o limiar da dor.

Há evidência da maior produção de opioides endógenos periféricos e a diminuição de substâncias geradoras de dor, como a prostaglandina 2 sérica (E2), β-endorfinas, relacionadas ao processo pró-inflamatório. Associado à melhora microcirculação, contribuindo para o efeito anti-inflamatório do laser de baixa potência, ao aumentar a microcirculação e a reabsorção de edema. (RANKIN et al., 2017; SIMÕES et al., 2009) .

Indicações do laser de baixa potência na rotina odontológica

O uso de laser de baixa potência na odontologia, portanto, tem se mostrado promissor no tratamento terapêutico de pacientes ao promover efeitos anti-inflamatório, bioestimulante e analgésico. Podendo ser indicado para o tratamento (DISTRITO FEDERAL, 2019):

  • Aftas;
  • Gengivoestomatite herpética (GEH) primária de pacientes imunocomprometidos;
  • Herpes simples recidivantes em pacientes imunocomprometidos e internados;
  • Disfunção da articulação temporomandibular (ATM);
  • Líquen plano;
  • Mucosite oral;
  • Nevralgia do trigêmeo (NT);
  • Osteonecrose;
  • Parestesia;
  • Pênfigo vulgar.

A crescente adesão ao tratamento LLLT na odontologia contemporânea se deve a combinação de seus efeitos produzidos: a bioestimulação promovendo proliferação celular e a síntese proteica, o aumento no processo de reparo e regeneração tecidual característico da fotobiomodulação, a analgesia e o efeito anti-inflamatório, que contribuem incisivamente na diminuição do desconforto, melhorando a qualidade de vida do paciente.

Apesar ascendente aceitação pelos profissionais de saúde e pacientes à essa modalidade de tratamento para as atuais indicações, é necessário a realização de estudos futuros, para avaliar e corroborar outras possíveis aplicações da laser terapia de baixa potência na odontologia, no que diz respeito à sua eficácia nos cuidados voltados para os pacientes acometidos com patologias de cabeça e pescoço.

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REFERÊNCIAS:

DISTRITO FEDERAL (Estado). Decreto n° 39.546/2018, de 19 de dezembro de 2018. Decreto n° 39.546/2018, de 19 de dezembro de 2018, publicado no DODF n° 241, de 20 de dezembro de 2018, e considerando a Portaria n° 130, de 28 de agosto de 2007, publicada no DODF Nº 169 de 31 de agosto de 2007, que institui a Comissão Permanente dos Protocolos de Atenção à Saúde – CPPAS. Art. 2. III. Protocolo de Laserterapia de Baixa Potência da SES/DF. Diário Oficial do Distrito Federal, Distrito Federal, 06 dezembro de 2019. nº 232, Secção 2, p. 26.

RANKIN, Iain A.; SARGEANT, Harry; REHMAN, Haroon; GURUSAMY, Kurinchi Selvan. Low-level laser therapy for carpal tunnel syndrome. Cochrane Database of Systematic Reviews, [S. l.], 2017. DOI: 10.1002/14651858.CD012765. Disponível em: http://doi.wiley.com/10.1002/14651858.CD012765. Acesso em: 1 jun. 2020.

ROCHA JÚNIOR, Adeir Moreira; VIEIRA, Beatriz Julião; ANDRADE, Luís Carlos Ferreira De; AARESTRUP, Fernando Monteiro. Effects of low-level laser therapy on the progress of wound healing in humans: the contribution of in vitro and in vivo experimental studies. Jornal Vascular Brasileiro, [S. l.], v. 6, n. 3, p. 257–265, 2007. DOI: 10.1590/S1677-54492007000300009.

SILVEIRA, P. C. L.; SILVA, L. A.; TUON, T.; FREITAS, T. P.; STRECK, E. L.; PINHO, R  A. Efeitos da laserterapia de baixa potência na reposta oxidativa epidérmica induzida pela cicatrização de feridas. Brazilian Journal of Physical Therapy, [S. l.], v. 13, n. 4, p. 281–287, 2009. DOI: 10.1590/S1413-35552009005000040.

SIMÕES, Alyne; DE FREITAS, Patrícia Moreira; BELLO–SILVA, Marina Stella; TUNÉR, Jan; DE PAULA EDUARDO, Carlos. Laser Phototherapy for Stevens–Johnson Syndrome: A Case Report. Photomedicine and Laser Surgery, [S. l.], v. 29, n. 1, p. 67–69, 2011. DOI: 10.1089/pho.2009.2671.

SIMÕES, Alyne; EDUARDO, Fernanda P.; LUIZ, Ana Claudia; CAMPOS, Luana; SÁ, Pedro Henrique R. N.; CRISTÓFARO, Márcio; MARQUES, Márcia M.; EDUARDO, Carlos P. Laser phototherapy as topical prophylaxis against head and neck cancer radiotherapy- induced oral mucositis: Comparison between low and high/low power lasers. Lasers in Surgery and Medicine, [S. l.], v. 41, n. 4, p. 264–270, 2009. DOI: 10.1002/lsm.20758.

ZECHA, Judith A. E. M. et al. Low level laser therapy/photobiomodulation in the management of side effects of chemoradiation therapy in head and neck cancer: part 1: mechanisms of action, dosimetric, and safety considerations. Supportive Care in Cancer Official Journal of the Multinational Association of Supportive Care in Cancer, [S. l.], v. 24, n. 6, p. 2781–2792, 2016. DOI: 10.1007/s00520-016-3152-z.

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