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Malformações craniofaciais e os fatores etiológicos associados e estas anomalias: fissuras labiopalatinas

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As fissuras orais (FO) são alterações de etiologia desconhecida, que resultam em falhas na fusão anatômica dos processos faciais, entre a quarta a décima segunda semana da gestação, constituindo-se as malformações mais comuns diagnosticadas na região craniofacial. A prevalência mundial é de 1,53 casos a cada mil nascidos vivos, e, no Brasil, varia de 0,19 a 1,54
a cada mil nascidos vivos.

Quanto à localização anatômica, as FO são classificadas em: fissuras labiais (FL), fissuras palatinas (FP), fissuras labiopalatinas (FLP) e fissuras raras da face (FRC). Estudos demonstraram que indivíduos com FO apresentam alterações na fala, dificuldade de ingestão de alimentos, além de saúde oral deficiente em decorrente de uma dieta cariogênica, associada
a anomalias dentárias.

Os estudos recentes apontam que o tipo de fissura oral mais frequente é a FLP, variando entre 55% a 65% dos casos, a segunda mais frequente é a FL, a qual apresenta frequência entre 19% a 25%, seguida da FP com 12% a 18%, e finalmente a FRC com aproximadamente 1% a 2%. Dentre os fatores ambientais associados a etiologia das FO, destacam-se a tabagismo,
o consumo de álcool pela mãe, o raios X.

Enquanto que em relação aos fatores genéticos, alterações nos genes FOXE1, TGFA e PAX9, são os mais relatados nos diferentes estudos.

A FO caracteriza-se por uma séria de alterações que comprometem a fonação, nutrição, autoestima, convívio social e qualidade de vida. O conhecimento de sua frequência, bem como, dos fatores de riscos, é importante no sentido de prevenção (quando possível) dos casos e implantação de medidas terapêuticas.

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Referência :

1. MACHADO, M. et al. (2005). Atendimento odontológico de bebés com fissuras labiopalatinas. In: Machado, M. et al. (Ed.). Odontologia em bebés- Protocolos clínicos, preventivos e restauradores. Livraria Santos Editora, pp. 137-146.

2. BORGES, A. R. et al. Fissuras labiais e/ou palatinas não sindrômicas: determinantes ambientais e genéticos. Revista Bahiana de Odontologia, Salvador, vol. 5, no. 1, p. 48- 58, jan. 2014.

3. PEGELOW M.; PEYRARD-JANVID M.; ZUCCHELLI M.; FRANSSON I.; LARSON O.; KERE J.;
et al. Familial non-syndromic cleft lip and palate: analysis of the IRF6 gene and clinical
phenotypes. Eur J Orthod. vol. 30 no. 2, 16975, 2008.

 

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