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Vida real de uma cirurgiã-dentista: o que a faculdade não te ensinou

Vida real de uma cirurgiã-dentista: o que a faculdade não te ensinou

Sabe, eu comecei na Odontologia um pouco mais tarde do que alguns colegas meus. Na época eu ia fazer 21 anos e vários tinham 17. Não era uma coisa que me intimidava, mas hoje percebo que todos somos um pouco imaturos durante o tempo de
estudos.

Digo imaturos, porque alguns entram sabendo o que querem fazer e outros um pouco na dúvida. Nem sempre levamos a sério as aulas e tudo vai se arrastando até a formatura. A Formatura, tão esperada liberdade: chega de aulas, chega de professores pegando no pé e chega de provas. “Agora vou fazer do meu jeito, meus atendimentos, minha vida de Cirurgião-Dentista”. Até enchemos a boca pra falar.

Engraçado, nem sabemos como será a nossa rotina fora dali. Temos tantos sonhos e uma vida idealizada tão bonita. Pra alguns o consultório dos pais, outros a correria por emprego, outros o mestrado e a continuação dos estudos.

Para quem vai para a rotina de consultório é um turbilhão de emoções: onde estão meus professores, o que uso agora, como faço isso e aquilo… As dúvidas chegam aos montes.

No meu caso pude começar minha vida pós-formada em um bom consultório. Bem estruturado, com uma cartela boa de pacientes, procedimentos com valores melhores do que muitos outros locais que já ouvi dos meus colegas. Estou nele até hoje, mas agora sou a dona, a que gerencia, que cuida, que atende, que cresce. Fiz especialização em Implantodontia também.

Foi a partir daí que percebi a falta que temos dos estudos de gestão, marketing e financeiro em nossa grade. Saímos muito bons em teoria e prática odontológica. Sabemos extrair dentes, curar dor, fazer um canal, escovar perfeitamente e prescrever medicações. No entanto a vida vem nos cercando com a falta dessas outras matérias.

Por experiência própria digo que: precisamos estudar finanças, contabilidade, planilhas, organização. E não falo por ter colaboradores em meu consultório, mas porque todo dentista deve saber cuidar de si, cuidar do que é seu para que, no futuro, possa ter um descanso.

No nosso dia a dia o contato com os pacientes nos propicia muitos sorrisos, mensagens de agradecimento e também lágrimas, que podem ser por dor ou alívio. Muitas vezes as indicações acontecem e pacientes novos vem ao consultório por
conta do cuidado e dos tratamentos que fazemos, mas nem sempre a rotina é algo tranquilo. Certos momentos podemos ficar mais cansados, pensando em como deixar tudo mais leve.

Fiz a especialização porque gosto muito de cirurgia e pensando também no retorno financeiro. A implantodontia é uma especialidade que vem crescendo bastante nos últimos anos e tem apresentado boas possibilidades no mercado odontológico.

Diante de tudo isso, iniciei meu ciclo nas redes sociais. Lá podemos alcançar mais pessoas, falar sobre saúde, ficar mais próximos daqueles que ainda tem medo e conquistar pela nossa forma conversar. 

Inclusive é uma área que tem crescido aos montes e que, agora nesse momento de quarentena, está em sua melhor forma, com um intenso crescimento.

Meu querido Dentista, você tem rede social? Mantém contato constante com seus pacientes? Mostra aquilo que você sabe fazer?

Uma coisa interessante que você precisa aprender, é vender o seu serviço. Isso pode gerar uma conversa longa, muita troca de experiência entre você e o paciente. Precisa ser um momento de empatia e, ao mesmo tempo, o paciente precisa entender porque ele precisa ser tratado por você, porque o seu serviço é um serviço de excelência.

Entenda, a odontologia é linda. Mas com o tempo você precisa ser mais do que um Dentista, tem que ser um profissional incrível.

Você consegue, mas precisa se dedicar. Adaptações serão necessárias ao longo da vida, mas não desista! Essa caminhada vai ser incrível!

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