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Residência em Psicologia como caminho possível | Colunista

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A graduação em Psicologia é bastante generalista. Isto é, durante o curso o estudante entra em contato com as diferentes abordagens e áreas de atuação dessa profissão de forma ampla, tendo em vista a proposta formativa da graduação. Devido a isso, quando se forma, este mesmo estudante se depara com inúmeras possibilidades e caminhos a seguir. Mas como saber qual é a melhor escolha?

Ingressar no mercado de trabalho, fazer uma Residência, optar por uma pós- graduação, dedicar-se à carreira acadêmica, por exemplo, são algumas das alternativas que se apresentam para o recém-graduado. Em meio a isso, contudo, há uma questão que não pode jamais ser desconsiderada: analisar o que move o seu desejo profissional.

O Gato de Chesire, da clássica história “Alice no País das Maravilhas” (CARROLL, 2019), nos ensinou que para quem não sabe para onde ir, qualquer caminho serve. O que isso quer dizer? Bem, se você não tem uma ideia, uma noção clara de quais são os seus reais interesses, qualquer possibilidade se torna uma estrada viável para você. Por outro lado, se você já consegue reconhecer o que faz seu coração pulsar de forma mais intensa, também já tem uma pista muito importante de onde deve investir.

A Psicologia é bastante extensa e muitas das suas opções são extremamente relevantes e levam ao crescimento. Contudo, para aqueles estudantes e profissionais que se identificam com a área da Saúde, há um caminho em especial que pode ser bastante válido para sua trajetória: a Residência.

A Residência é um tipo de pós-graduação que leva o estudante ao aperfeiçoamento teórico e prático em sua atuação. Como uma especialização, ela oferece a possibilidade de conhecer de forma mais aprofundada o campo no qual se está inserido, construindo formas de atuação e também entrando em contato com o cotidiano profissional.

A Residência em Psicologia, diferentemente de outras especializações desta área, tem ainda o diferencial de promover e facilitar o contato entre diferentes categorias profissionais, tendo em vista que a modalidade em que ela se insere é multiprofissional. Mas o que isso quer dizer exatamente?

Dificilmente, o trabalho do psicólogo no campo da Saúde se estabelece de forma isolada. Ou seja, é preciso constantemente estar em contato com pessoas de outras áreas, como enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, dentre outros. Tal contato não apenas é possibilitado pela Residência, que visa favorecer, de fato, uma atuação integrada e multiprofissional, como também é estimulado, visando a construção de práticas de saúde que apreendam os usuários em toda sua complexidade.

A Residência em Psicologia, portanto, é um caminho bastante possível para aqueles profissionais que constatam o desejo de se inserir em uma atuação que compreenda as singularidades multidisciplinares, mas que também favoreça a construção de uma saúde integral e efetiva.

Outro elemento bastante acentuado para aqueles que têm a Residência como horizonte é que além de ser uma especialização do ponto de vista teórico, ela é, acima de tudo, um aprimoramento prático das técnicas e métodos a serem utilizados durante a atuação profissional. O residente, ao final do curso, não sai apenas com um arcabouço científico da sua área de aperfeiçoamento, mas principalmente com um conhecimento prático aprofundado que poderá ser um destaque no mercado de trabalho.

Você ficou interessado/a? Então agora, se após toda essa reflexão, você se deu conta de que a Residência em Psicologia é um caminho que lhe interessa, mas ainda não sabe muito bem o que fazer para chegar lá, eu vou lhe apresentar sete pontos relevantes a serem considerados:

1) Pesquise suas áreas de interesse

Embora fazer a Residência já seja, em si, uma escolha por uma área (a Saúde), é importante saber que existem diferentes ênfases de aperfeiçoamento neste âmbito, como Residência em Saúde Mental, Saúde da Família, Urgência e Emergência, Terapia Intensiva, dentre outras. Portanto, não basta apenas decidir fazer uma Residência, tem que avaliar também qual a modalidade em que você deseja se especializar.

2) Conheça os Programas disponíveis

Assim como no tópico anterior, onde é preciso avaliar as diferentes modalidades de curso, aqui é preciso também considerar as diferentes nuances dos programas disponíveis.

Isso é necessário porque cada Residência é ofertada por uma instituição de ensino superior em parceria com uma unidade de saúde específica (ou a própria unidade de saúde se responsabiliza pela parte educacional também). Diante disso, cada uma delas terá suas próprias especificidades e critérios de ingresso. Além disso, elas também terão focos específicos em cada programa. Logo, busque conhecê-los antes de pensar em se candidatar.

3) Estude o edital

Agora que você já sabe a ênfase e o programa aos quais deseja se candidatar, estude o edital. Isso mesmo, estude o edital! Essa é uma etapa fundamental para aqueles que vislumbram a Residência. O edital do programa de seleção é o primeiro passo efetivo rumo à aprovação, pois é ele que contém os detalhes que poderão fazer toda a diferença, desde a prova escrita até a prova de títulos. Aliás, não espere sair o edital atual para começar a preparação. Busque o material dos anos anteriores e invista nisso.

4) Estude para a prova

A Residência é ofertada por meio de uma seleção pública que contém algumas etapas, sendo que uma delas é uma prova escrita. Como dito anteriormente, veja os editais anteriores e avalie quais são os assuntos cobrados, quais os pontos mais abordados e quais os critérios de pontuação. Dedique-se a estudar e estude mais um pouco. Estudar agora poderá garantir a sua aprovação amanhã.

Se preferir, opte também por adquirir materiais que te ajudem em sua aprovação. A Sanar, aliás, é especialista na produção desses conteúdos.

5) Responda questões antigas

Estudar não é só leitura, ok? Então invista também em responder as questões das provas antigas. Responda o conteúdo geral, os conteúdos específicos, separe as suas dúvidas, revise e responda de novo. Saiba que a excelência (e a aprovação!) é conquistada pela repetição e esforço, e com a Residência não é diferente.

6) Prepare-se para a prova de títulos

Enquanto você está se preparando para a Residência não deixe de lado também a preparação para a segunda etapa: a prova de títulos. Identifique no edital quais são as pontuações que você tem ou pode conseguir nessa etapa e busque alcançá-la. Realize cursos e atividades que podem contribuir para este momento e lembre-se que, de forma geral, a aprovação se dá pelo conjunto de prova escrita e prova de títulos. Ah, e lembre-se: é importante ficar bem atento às datas para não perder o prazo!

7) Acredite na sua aprovação

Realizados todos estes passos, faça o principal: acredite na sua aprovação. É claro que a concorrência às vezes é enorme e desestimula muitos participantes, mas você não precisa ser um deles. Você tem potencial e sabe que se houver dedicação também pode haver aprovação, então invista no seu objetivo e acredite na sua realização.

A Residência em Psicologia tem se apresentado a cada ano como um diferencial para os profissionais que desejam se aperfeiçoar na área da Saúde tanto do ponto de vista teórico quanto prático, portanto, ela se apresenta não só como uma possibilidade, mas como um caminho bastante possível.

Portanto, após a graduação, fazer Residência é uma ótima opção porque poderá preparar os profissionais para diferentes desafios do mercado de trabalho, além de lhes auxiliar no desenvolvimento de habilidades e competências que poderão compor a sua marca enquanto psicólogos/as na Saúde.

A Residência é uma escolha legítima e pode se tornar o primeiro passo para o aprimoramento de profissionais de excelência. Por isso, considere esse caminho em sua jornada, e se for por ele que você desejar seguir, vá sem medo e com confiança, pois esse é um caminho mais que possível.

Para maiores aprofundamentos sobre o tema, sugiro as seguintes leituras, as quais também serviram de base para as reflexões apresentadas neste texto:

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Referências

CARROLL, Lewis. Alice no País das Maravilhas. Darkside: 2019.

LIMA, Mônica; SANTOS, Lívia. Formação de psicólogos em residência multiprofissional: transdisciplinaridade, núcleo profissional e saúde mental. Psicol. cienc. prof., Brasília, v.32, n.1, p.126-141, 2012. Disponível em
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414 98932012000100010&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 01 set. 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-98932012000100010.

REIS, Beatriz Andrade Oliveira; FARO, André. A residência multiprofissional e a formação do psicólogo da saúde: um relato de experiência. Rev. Psicol. Saúde, Campo Grande, v.8, n.1, p.62-70, jun. 2016. Disponível em
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2177-093X2016000100008&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 01 set. 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.20435/2177093X2016108.

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