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Alguns mitos sobre a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental)

Mitos sobre a TCC.png (261 KB)

A Terapia Cognitivo-Comportamental tem sido uma das abordagens mais procuradas nos últimos anos nos cursos de formação e especialização na Psicologia Clínica. Mundo afora, é referendada como padrão-ouro para uma série de problemas psicológicos, e em muitos países corresponde à esmagadora maioria do contingente de terapeutas.

 

Apesar de ter se popularizado tanto, a TCC ainda é carregada de estigmas e mitos. Abaixo, listamos alguns deles para que você, que ainda se questiona se esta é a abordagem certa para você, possa fazer a sua escolha com maior consciência.

 

A TCC é excessivamente técnica e impessoal.

Este mito tem origem em uma série de comparações injustas feitas entre os protocolos de pesquisa em TCC e as terapias tradicionais (majoritariamente de base psicodinâmica). Por se valer de uma metodologia específica, que incorre em protocolos clínicos bastante pormenorizados, a TCC carrega a fama de distribuir uma “fórmula” de tratamento que desconsideraria os aspectos individuais de seus pacientes. Ledo engano: a TCC leva em consideração todos os fatores particulares do paciente que é atendido, inserindo estes dados dentro de uma conceitualização que possui diversas evidências de eficácia para grande parte da população.

 

A TCC desconsidera os sentimentos e foca somente no comportamento.

Uma formulação cognitivo-comportamental do ser humano considera a interrelação entre o organismo (indivíduo) e seu ambiente como o “palco” nos quais os fenômenos (comportamentos) acontecem. Vale lembrar que, para a TCC, “ambiente” também se refere ao locus por debaixo da pele, ou seja, os fenômenos mentais e emocionais também são entendidos como comportamentos relevantes. Algumas terapias dentro da TCC darão ênfase a um ou outro ponto deste cenário - por ex., a Terapia Cognitiva Beckiana dá ênfase aos pensamentos, enquanto na Terapia de Aceitação e Compromisso de Hayes a experiência emocional é um ponto crucial do processo psicoterápico. Porém, todas as terapias cognitivo-comportamentais levam os fenômenos emocionais tão em conta quanto os demais.

 

A TCC se aplica somente a casos psiquiátricos.

Isso não poderia ser menos verdadeiro. A TCC possui diversos protocolos empiricamente validados para inúmeros quadros psiquiátricos, mas também constitui uma excelente ferramenta de autoconhecimento. A proposta cognitivo-comportamental valoriza a aprendizagem enquanto processo de aquisição de novos comportamentos e estratégias de enfrentamento de situações específicas – não necessariamente um transtorno mental.

 

A TCC não é profunda e trata apenas de questões pontuais.

Pelo contrário: a premissa da TCC é a de que existem fatores cognitivos aos quais o indivíduo não possui acesso, e que controlam seu comportamento no sentido da maior segurança e homeostase possíveis para o organismo. Compreender do que se tratam estas cognições (conhecidas como crenças nucleares) é um trabalho bastante profundo e que leva a percepções aguçadas sobre o ser e sobre porque um indivíduo vive a vida da forma que vive. Compreender estes mecanismos leva a uma maior autonomia e a uma capacidade de fazer escolhas de maneira consciente, possibilitando uma vida mais harmoniosa e de realizações.

 

A TCC é breve, resolve tudo em 12 sessões.

Esse é um mito que vem dos modelos clínicos de pesquisa que utilizam formatos específicos de intervenção psicológica em um período limitado de tempo. Uma vez que a TCC tem muitos protocolos empiricamente validados, se tonou parte da “lenda” que a TCC é um protocolo. Isso não é verdade, muito embora ela costume apresentar resultados mais rápidos e pressuponha um momento de alta em que o desligamento é planejado. Entretanto, a TCC respeita o tempo individual de cada paciente e não possui nenhuma “pressa” em trazer resultados.

 

Já ouviu algum desses?

 

 

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