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Reflexões sobre a psicopatologia social desencadeado através do trauma a partir da neuronutrição | Colunista

Reflexões sobre a psicopatologia social desencadeado através do trauma a partir da neuronutrição | Colunista

Foucault, (1991) descreve que o processo de adoecimento psicológico não é uma ação contra a natureza, ou melhor, trata-se da própria natureza, num processo invertido e natural dos seres humanos, no qual saúde – doença coexistem na vida humana. 

Nesse sentido, o evolucionismo em neuro e em psicopatologia ocorre por meio de um processo psicanalítico em que Freud, a partir da teoria da libido e da sexualidade argumentava que as doenças que afetassem o cérebro e o seu comportamento, aconteceria em decorrência do primeiro trauma “o nascimento” e logo em seguida o ato da amamentação da criança em busca de alimento que gera prazer, no caso: o leite materno (Foucault, 1984; Freud, 1997).

No entanto, esses traumas continuam acontecendo no decorrer da vida em uma perspectiva inconsciente, na qual, o ser humano não consegue reconhecer os próprios comportamentos, falas, expressões e entendimento sobre o ato da alimentação e nutrição. Para tanto, é necessária a valorização e a utilização dos saberes relacionados à psicanálise, coexistindo com os demais conhecimentos para eficácia da terapêutica.

Essa busca inconsciente, conforme Freud. (1997), do prazer, desencadeia sentimento de frustração nos sujeitos, especificamente, nos primeiros dias de vida, durante o aleitamento materno por questões multifatoriais, as quais podem ocasionar o desmame precoce na criança, estimulando, de forma inconsciente, caso não sejam bem trabalhados, os primeiros sinais de frustação. 

Ou seja, as os transtornos alimentares (TA) que se manifestam mais tarde, isto é, no início da adolescência e fase adulta na apresentação de comportamentos diversos, tais como: retirar os alimentos do sujeito, distorção da autoimagem, baixa autoestima, dentre outros.

Analisando os aspectos relacionados à Psicanálise, Psicologia e Filosofia que permeiam o instinto de sobrevivência despertado pelo ato de alimentar-se, todas elas têm algo em comum: o estado cognitivo que a mente cria para a percepção desses atos para a evolução do sujeito saudável, complexo e psicologicamente equilibrado.

Logo, os TA podem ser compreendidos como quadros psiquiátricos que afetam adolescentes e adultos jovens, principalmente do sexo feminino, levando a grandes prejuízos biopsicossociais com elevados índices de morbidade e mortalidade no mundo (APS, 1994)

A neuronutrição emerge como possibilidade para dirimir os estigmas impostos pelas redes sociais, mídias, sociedade, que tendem a serem reproduzidos na vida real, gerando em muitos sujeitos uma busca incansável para ter os padrões estéticos e físicos e estilo de vida representados, social e culturalmente, os quais, muitas vezes, são fictícios. 

Mas não só a estes aspectos, a neuronutrição também atende e promove uma melhor qualidade de vida para aqueles indivíduos que desejam modificar seus hábitos alimentares por meio da alimentação e nutrição equilibrada, que melhorem seu estado cerebral e neurofisiológico.

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REFERÊNCIAS

Foucault, M. (1991). História da Loucura. São Paulo: Perspectiva.

Foucault, M. (1984). Doença Mental e Psicologia. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.

Freud, S. (1997) Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Rio de Janeiro: Imago. 

American Psychiatric Association. (1994). Diagnostic and statistical manual of mental disorders. Fourth edition (DSM-IV). Washington (DC): American Psychiatric Press.

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